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03/09/2008
Aracruz Celulose iniciou obras em meio a irregularidades
Meio Ambiente
Porto Alegre, RS
Agosto de 2008
A
obra de ampliação da Aracruz Celulose foi iniciada em meio a
irregularidades. No dia 7 de julho, o Conselho Municipal do
Meio Ambiente (COMAM) enviou um documento pedindo
esclarecimentos à Fundação Estadual de Proteção Ambiental
sobre a Licença Prévia para a ampliação da fábrica da Aracruz
Celulose em Guaíba. A área inclui o Parque Natural Morro do
Osso, mas a Secretaria Municipal de Meio Ambiente não havia
sido consultada. Conforme a legislação, todo o empreendimento
que causar impacto ambiental tem que necessariamente passar
pela aprovação do órgão de gerenciamento da unidade de
conservação num raio de 10 km. A Fepam, através da assessoria
de imprensa, alegou que somente no fim da tarde de
sexta-feira, 22 de agosto, recebeu o pedido encaminhado pelo
COMAM - embora o documento tenha sido enviado cerca de um mês
atrás, por fax e correio, para o gabinete da presidente da
Fepam, Ana Pellini. Ainda de acordo a assessoria de imprensa
da Fepam, só na segunda-feira, dia 25, iria oficiar a Aracruz.
Enquanto a situação não fosse regularizada, a empresa não
poderia ter dado andamento às obras. Mas Clovis Zimmer,
gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz Celulose,
afirmou que, até sexta-feira, dia 22 de agosto, a empresa não
havia sido notificada pela Fepam. "Não recebemos nenhum aviso
da Fepam. As obras já até começaram. A terraplanagem no local
iniciou faz tempo", declarou. Zimmer disse ainda que o Morro
do Osso será contemplado no projeto de compensações da
empresa, o que antes não era previsto. Os ambientalistas
questionam essa decisão, pois os benefícios do programa de
compensações não eliminam a necessidade de realizar o estudo
de impacto ambiental no local.
Fonte: Movimento Integridade
Jornalista Luísa Helena Faria
Cópia de ofício enviado pelo
COMAM
Ofício n.º 037/2008 - COMAM
Porto Alegre, 07 de julho de 2008.
Prezada Diretora:
O
Conselho Municipal de Meio Ambiente, COMAM, atento aos
possíveis impactos ambientais a serem gerados pela duplicação
das instalações da fábrica da empresa Aracruz Celulose S/A, em
Guaíba, pautou o assunto em duas reuniões.
Na
ocasião, os conselheiros ressaltaram a necessidade de
manifestação da administração da Unidade de Conservação Parque
Natural Municipal Morro do Osso, unidade de proteção integral
situada dentro do raio de 10 km do empreendimento , conforme
resolução do CONAMA nº 13/1990, que dispõe sobre áreas
circundantes, num raio de 10 (dez) km, das unidades de
conservação.
Neste
sentido, conforme deliberação do COMAM na reunião de 01/07/08,
aguardamos manifestação dessa Fundação acerca da emissão da
Licença Prévia, sem manifestação prévia da administração
daquela Unidade de Conservação.
Por
fim, colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos
pelo telefone: 3289.7594 e e-mail:
comam@smam.prefpoa.com.br.
Atenciosamente,
Miguel Wedy |
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